Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

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Giuliano Nagamini Yano
Jornalismo Especializado - Jefferson Del Rios
3º Jornalismo D



MANINHA

A língua portuguesa é sem dúvida a maior riqueza deixada por nossos irmão ibéricos. É a partir dela que o Brasil e Portugal definem suas semelhanças e diferenças. É a partir dela que cada um procura sua própria identidade. E é partir dela que nasce o intercâmbio cultural entre os dois países.

É conhecida a grande aceitação dos portugueses pelos produtos culturais do Brasil. Novelas, peças teatrais e artes plásticas são alguns exemplos da forte influência que motivamos na sociedade lusa. Por outro lado, somos agraciados com a participação literária de grandes nomes como Jorge de Sena, Adolfo Casais Monteiro e um verdadeiro imortal, José Saramago. Mas é, talvez, na área musical que encontramos a maior ligação entre as duas culturas.

Seja na bossa nova de João Gilberto ou nos fados e cantos populares de Roberto Leal, a troca de informações e experiências ajudam a definir ou criar novos segmentos dentro de cada comunidade. Dentro deste contexto, destaca-se a cantora portuguesa Eugénia Melo e Castro, que renovou os laços lusobrasileiros ao cantar canções de Vinícius de Moraes e Chico Buarque, além de fazer parcerias e duetos ou ainda relembrar grandes nomes da música brasileira como Tom Jobim, Gal Costa e Milton Nascimento.

Em seu mais recente trabalho, “Desconstrução”, Eugénia interpreta Chico Buarque em suas várias fases, desde Olê Olá, de 1965, até Trapaças, de 1985. Ao mesmo tempo em que ela resgata o samba-canção e o samba carioca dos anos 30 e 40 do século passado, ela traz novas perspectivas na estrutura das músicas, através de frases sobrepostas, como se fosse uma leitura falada sob a cantada, afirmando o enredo da canção.

Em uma primeira impressão, pode parecer que Eugénia está forçando o som de sua voz para dar uma brasilidade em seu sotaque, mas após uma nova leitura percebe-se que ela é uma grande estudiosa da música brasileira e tem competência para equilibrar a sonoridade necessária que as canções de Chico pedem.

Este equilibrio não só é explícito entre os sons característicos portugueses e brasileiros como também é perceptível na mescla entre o ritmo leve e marcado de tempos atrás, como que uma referência saudosista ao autor, e a introdução de elementos modernos da MPB atual com a utilização de novos instrumentos.

Este resgate promovido por Eugénia pode não representar o surgimento de um novo movimento, mas com certeza faz com que jovens, antigos ou recentes, visualizem uma época de ouro da Música Popular Brasileira, em que se buscava um objectivo aliado com a perfeição estética e original. Com sua afinação e sensualidade, Eugénia consegue ser a representação feminina ideal de Chico.

Que cada vez mais apareçam novos artistas dispostos a elevar a cultura da Língua Portuguesa, ainda mais por possuir variedades e instrumentos tão abundantes que estão espalhados pela América, Europa, África e Ásia. Esta interação cultural sempre trará interpretações e conhecimentos novos, desenvolvendo a construção da identidade de cada nação.




Publicado por Eugénia Melo e Castro às 19:27
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