Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2007

CRITICAS PROGRAMA DE TELEVISÃO ATLÂNTICO - 1998 - 2000

Ver em www.eugeniamc.com entrar em OBRA e depois entrar em ATLÂNTICO CRITICAS EM PORTUGAL E NO BRASIL


PROGRAMA ATLÂNTICO 1998- 2000 MAURO DIAS ESTADO DE SÃO PAULO 15 JUN 98 - Eugénia traça a ponte musical entre Brasil e Portugal. A cantora portuguesa organizou o "Projecto Atlantico", com músicos dos dois lados do oceano:

O oceano que nos separa da nome ao projecto com que a cantora portuguesa Eugénia Melo e Castro vai unir, em duplas ou trios, músicos e cantores portugueses ou das antigas colónias africanas a seus equivalentes brasileiros. O Projecto Atlântico, sonho embalado por três anos, concretizou-se agora, quando surgiu quem o patrocinasse. A Rádio e Televisão Portuguesa (R.T.P.) e a TELEVISÃO Cultura, de São Paulo, retransmitirão (Eugénia pretende que simultaneamente) os espectáculos, que começam esta semana a ser gravados. Até Setembro, as 13 duplas ou trios da primeira parte do projecto (Eugénia já pensa na sua continuação; tem, mesmo, determinadas algumas duplas do que pretende seja a segunda parte; começa a preocupar-se com a terceira) terão provavelmente gravado suas participações. Os espectáculos do Projecto Atlântico estarão no ar a partir de Outubro. Eugénia admite que possam ocorrer atrasos. E muita gente e muito ocupada, envolvida. O prazo máximo para o fim das gravações e Dezembro, com a retransmissão em Janeiro. Eugénia apresentará cada programa - com duração de 50 minutos -, ao lado de Nelson Motta - uma portuguesa, um brasileiro, como deveria. Eles apresentarão os músicos, farão perguntas. Outros portugueses e brasileiros ilustres também farão perguntas aos participantes e tecerão considerações sobre eles - já aceitaram a incumbência o escritor José Saramago, o político Mário Soares, o actor e comediante Raul Solnado, a actriz Maria de Medeiros. "Aparecerão num ecrã", antecipa Eugénia. Nos, deste lado do mar, diríamos: "Aparecerão num telão." Teimosias - Parece muito simples, muito obvio, agora que Caetano Veloso, Chico Buarque, Maria Bethania, Maria João, Ne Ladeiras, Dulce Pontes já tem datas marcadas para gravar o Projecto Atlântico. Mas por três anos Eugénia ouviu coisas assim: "E impossível, e um sonho, e uma divagação poética" - um oceano de escusas. "Acontece que sou conhecida por ser teimosa", diz a idealizadora. "E tanto melhor que tenha levado esse tempo; vai acontecer no momento certo, em que começam a comemorar-se os 500 anos do Descobrimento do Brasil." Eugénia é autoridade em relações entre brasileiros e portugueses - tem feito sua parte ha 20 anos, desde quando grava musica brasileira, com músicos brasileiros, autonomeada embaixatriz ultramarina da MPB. "Claro, sempre pretendi iluminar nossas coisas comuns - e, se já falamos a mesma língua, por que não cantarmos na mesma língua?" Cantaremos. O Projecto Atlântico ira ao ar, também, pelo canal internacional da R.T.P., distribuído pelas televisões pagas. A cantora montou algumas duplas. Outras se escolheram, elas mesmas: Maria Bethania e Misia, por exemplo. "Elas já tem um trabalho juntas", conta Eugénia. "A Marisa Monte sugeriu que sua parceira fosse Cesaria Évora e a sugestão foi aceita", continua. Cesaria, de Cabo Verde, e a única representante das antigas colónias africanas, nesta primeira fase do Projecto Atlântico. "Eu sugeri que Gilberto Gil fizesse sua participação em trio com Maria João e Mário Lajinha", prossegue. Afinidades estilísticas orientaram a formação dos duos (Gil, Maria João e Lajinha são o único trio). Os outros participantes: Fernanda Abreu e o grupo 'pop' Cool Hipnoise; o pianista Wagner Tiso e o flautista Rao Kiao; os cantores Ney Matogrosso e Paulo Bragança; Chico Cesar e Ne Ladeiras; Leila Pinheiro e Rui Veloso; Milton Nascimento e Sergio Godinho; Caetano Veloso e Pedro Abrunhosa; Simone e Dulce Pontes; Herbert Vianna (dos Paralamas) e Rui Reininho (do grupo GNR). Finalmente, Chico Buarque e Eugénia Mello e Castro. "Ninguém queria fazer dupla com o Chico", Eugénia fala, muito seria, embora não a sério. "Então, para que ele não ficasse de fora, aceitei cantar ao seu lado." Ela escolheu a musica que abrira e encerrará cada programa. Trata-se de Meia Noite, de Edu Lobo e Chico Buarque. Que diz assim: "Se a noite não tem fundo/ O mar perde o valor/ Imenso e o fim do mundo/ P'ra qualquer navegador", uma canção que tem quase 20 anos. "Era uma canção há espera desse programa", Eugénia faz outra brincadeira, mas a sério, desta vez.


NORMA COURI Especial para o Estado de São Paulo 15 jun 98 Artista empenha-se em tornar realidade a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa:

Com dois anos de folga até 2000, Eugenia Mello e Castro começa a recuperar o meio mundo que os portugueses dominaram ha 500 anos e foram perdendo ao longo dos séculos. Começa pelo Brasil, mas o Projecto Atlântico e a ponta do iceberg de um bloco maior que a União Europeia: a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Unidos pela mesma língua, o português esta no meio de um circuito eléctrico de influencias culturais cujas pontas estão ligadas a três continentes, com terminais em bolsões espalhados pelo mundo. Pelos mares, os portugueses foram alargando esse mapa da língua, que soma 200 milhões de pessoas entre Brasil, Angola, Moçambique, Guine, São Tome e Príncipe, Cabo Verde, Timor, Goa, Macau, enclaves no Sri Lanka, Malaca. A CPLP e o sonho de juntar tudo isso num mesmo espaço. José Saramago imaginou na alegoria geográfica Jangada de Pedra que Brasil e Portugal se uniriam a África. Ao criar a CPLP, José Aparecido de Oliveira, ex-embaixador do Brasil em Lisboa, imaginou uma fabula mais do que real. Fincou um marco na historia, pensou no Nobel para a literatura de língua portuguesa, apostou numa carona para o futuro para o português, terceira língua ocidental mais falada no mundo depois do inglês e do espanhol. A bordo das caravelas que partiam do Rio Tejo, os portugueses forjaram, ha 500 anos, um mapa. Eugenia Mello e Castro, que participou da criação da CPLP e sempre cantou as influencias herdadas por esse mapa, dispõe-se a traçar um mundo novo. Muito distante daquele em que Tom Jobim cantou com Sinatra, cedendo praticamente todos os direitos sobre as musicas. E o mundo em que o português, unido em bloco, se afirma cultural e economicamente. O projecto de Eugenia e o pontapé de saída para o grande acontecimento deste fim de século. O Projecto Atlântico lembra que a batida africana move a MPB. Que o lamento do fado embala os indianos de Goa. Que o romantismo chinês foi semeado nas colónias enquanto os portugueses introduziam o bolinho de bacalhau em Macau. Que há um roqueiro goês apaixonado por Caetano Veloso. Que Bombaim e corruptela de Boa Bahia e há indianos praticando afoxé. Eugenia lembra que o português e nosso e não se limita só a Brasil e Portugal. E que esses ritmos Lusitanos, africanos, asiáticos são também a nossa língua e a nossa maior riqueza.


ANNA LEE FOLHA DE SÃO PAULO, 25 SET 98 - Cantora estreia no final do ano o projecto "Atlântico", com apresentações de cantores de língua portuguesa. Mistura de MPB e fado vira programa 'pop':

Misturar fado e MPB dá certo. O resultado, muitas vezes, é puro pop. Isso é o que a cantora portuguesa Eugenia Melo e Castro vai mostrar no programa "Atlântico", que estreia no final de Outubro na TELEVISÃO portuguesa R.T.P. No Brasil, o programa deverá entrar no ar até o final do ano pela TELEVISÃO Cultura e pelo canal por assinatura Multishow. Eugenia resolveu experimentar com cantores brasileiros e portugueses o que já faz há 20 anos."Sempre compus e cantei com artistas do Brasil. A ideia do projecto surgiu quando percebi que poderia, num programa de televisão, promover a mesma integração que sempre busquei em minha carreira solo", disse Eugenia. Juntou-se então a produtora portuguesa Mandala e a R.T.P., patrocinadora do projecto, para realizar o "Atlântico". Leila Pinheiro e Rui Veloso, que já fizeram shows juntos em Lisboa, vão cantar "Eu Sei que Vou te Amar", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Chico Cesar e Ne Ladeiras apresentam uma musica em um dialecto galego. Ed Motta divide o palco com o grupo português Black Out, que hoje vive na Inglaterra. Com canções em inglês, dão um tom pop ao programa. Pop também é a apresentação de Fernanda Abreu com o grupo Cool Hipnoise. Para Nelson Motta, a grande revelação será a portuguesa Dulce Pontes. Ao lado de Simone, ela canta "Sinal Fechado", de Paulinho da Viola", e "Brasil", de Cazuza. Tudo sem sotaque. "A maioria dos artistas portugueses que estão no programa tem proximidade com a musica brasileira. Acredito que este é o momento propicio para o encontro musical entre o Brasil e Portugal", diz Motta. Para ele, o projecto está sendo possível porque "os brasileiros estão descobrindo que nem tudo que se canta em Portugal é fado".


MAR DE TALENTOS - Atlântico: um exemplo de cuidado e de carinho com a música, ainda por cima da boa! João Gobern Revista VISÃO Lisboa, 25/03/99:

Quantos anos foram precisos, depois de ouvirmos falar em ponte cultural luso-brasileira (aplicada sobretudo à música), até deixarmos de pagar portagem (pedágio)? Muitos, demasiados, para quem, afinal, canta na mesma Língua e sabe fazer pontos fortes do comum e do diverso. E pode um simples programa de televisão como ATLÂNTICO acabar com a fronteira, com o preconceito? É duvidoso! Mas do que já não se pode descrer, passadas três semanas sobre a estreia, provocados outros tantos encontros entre músicos de Portugal e do Brasil, é que a ideia de Eugénia Melo e Castro, posta em prática pela RTP 1, integra o grupo das mais válidas e agradáveis que o nosso "panorama audiovisual" tem para mostrar. Vejamos: o fascínio dos diálogos musicais tem-se revelado inquestionável. Se Luís Represas e Gal Costa se valeram sobretudo dos instintos, já houve outra dimensão nas duplas Dulce Pontes - Simone, e Né Ladeiras - Chico César, cruzamentos de experiências, de emoções, de aventuras musicais que só cabiam na nossa imaginação. Depois o programa é multiplamente cuidadoso: bem realizado, por alguém que se percebe sentir a música; bem iluminado e com um dos mais apetecíveis cenários que já se viram na RTP; rigoroso na captação sonora das músicas; bem conduzido, com Eugénia Melo e Castro num contido papel de anfitriã, e Nelson Motta como catalisador da palavra, sem atropelos, com tempo para que as pessoas realmente falem... Sabe-se que o programa vai estrear na Televisão Cultura no Brasil, arriscando assim a oferecer-se à "outra face", permitindo que também os artistas portugueses cheguem lá caucionados por gente acima de suspeita. A partir daí, desejavelmente, podem esbater-se ou extinguir-se tantos álibis que têm impelido a exportação da música portuguesa - que fica provado, se bate de igual para igual - para o lado de lá do mar. Seja como for, a quebra da inércia está assegurada com uma emissão que prova que a música, quando acarinhada e escolhida, garante excelentes momentos de televisão, daqueles que apetece gravar para lá regressar mais tarde."


ENTRE A VOZ E O MAR Jorge Henrique Bastos Jornal EXPRESSO Lisboa Março de 1999:

Um encontro de vozes, paixões e estilos provenientes de Portugal, Brasil e África marcaram a realização do programa " ATLÂNTICO ", numa iniciativa fundamental para estreitar os laços culturais entre os dois lados do oceano onde se fala português. Se há um dado a demarcar este momento único no actual panorama dos países que se expressam no idioma de Camões é a música, que se transforma numa espécie de baluarte a encabeçar a actuação de estilos distintos entre si, mas que encontram aqui laços visivelmente sólidos."


EM COMUNHÃO João Gobern Revista VISÃO Lisboa 4 de Março de 1999:

As músicas agora são outras. Eugénia Melo e Castro colocou-se discretamente na sombra e deixou que outras vozes fossem ouvidas. A ideia do programa Atlântico é sua. E a apresentação é repartida com Nelson Motta, um dos mais conceituados produtores e autores musicais brasileiros. Para as 13 emissões que compõem esta comunhão de sons e de palavras, a autora de Terra de Mel convidou alguns dos grandes cantores e compositores portugueses e brasileiros. A não perder.


OCEANO PACÍFICO Eduardo Prado Coelho Jornal PÚBLICO Lisboa, 9 de Março de 1999:

Abri o rádio do carro e saltou uma voz conhecida, que eu sabia que me era familiar. Neste caso, a voz indolentemente cantante de Eugénia Melo e Castro. Explicava ela, com uma simplicidade que os economistas estão longe de ter, o que foi viver no Brasil com a inflação: Quando se faziam as contas das despesas do mês, nunca se sabia se o dinheiro ia chegar, porque o que ele valia num dia já não era o que valia 30 dias depois. Os mais informados andavam de telefone em punho a dar instruções aos bancos, porque tinham aprendido a jogar com o sorvedouro da inflação. Os outros viam o dinheiro sumir - sumir, simplesmente. E esse pesadelo, explicava a Eugénia, que durante quatro anos as pessoas julgaram que tinha desaparecido, começa agora a regressar, desmentido por políticos e economistas, mas insidiosamente presente, forrando de medos, ansiedades e ganâncias o dia a dia de cada brasileiro. E era isto que a Eugénia explicava, com a serena evidência de quem não explica, mas vê . Percebe-se o desespero e a desolação daqueles que gostam muito do Brasil (é o meu caso) e vêem este país confrontar-se com o bloqueamento de tantas esperanças. Mas fica - ficará sempre - um corpo, uma árvore, uma lagoa, uma praia, uma dança nocturna. E Eugénia Melo e Castro, que tanto tem feito em concreto para que portugueses e brasileiros se conheçam melhor, falou também do seu projecto televisivo agora concretizado na RTP: um Atlântico de duos musicais onde algumas das mais belas vozes da língua portuguesa se irão encontrar. A ideia é magnífica, o resultado, pelo que vi no primeiro programa, certamente também. Esperemos que as comemorações do ano 2000 tenham muitas ideias assim.


EUGÉNIA À BEIRA DO ATLÂNTICO Mário Castrim Jornal TAL E QUAL Lisboa, 16 de Abril de 1999:

Ninguém sabe medir ao certo as audiências, e veja-se o caso de " os Lusíadas ", que teve uma tiragem inicial de 200 exemplares. Há hoje programas que duram apenas um dia, há os que vão acumulando audiências ao longo do tempo. Atlântico é um desses. Nunca vai perder actualidade. Eugénia Melo e Castro dá-nos o exemplo de alguém que, não sendo apresentadora de profissão, resolve apresentar um programa da melhor maneira: não o apresentando. Resultou uma apresentação perfeita! Ela está ali. É quanto basta. Como se repetisse a única oração que sabia o São Cristóvão: " Senhor, aqui está o Cristóvão!" "Atlântico" não quer ter muito público: quer ganhar muito público. Vai consegui-lo, pois é o que acontece a um programa, quando não morre logo.


ATLÂNTICAMENTE CANTANDO Mário Castrim TAL E QUAL Lisboa, 26 de Março de 1999:

Certamente já um pouco fatigado de ser oceano à tantos séculos, o Atlântico pensou que também tinha direito a ir à televisão. E foi. E viu que era bom.A ideia partiu de Eugénia Melo e Castro, também ela filha do Atlântico, com a voz e a alma repartidas por Portugal e o Brasil. Uma ideia pela qual se bateu durante três anos e que realizou integralmente em três meses. O Atlântico de Eugénia é um mano a mano de alguns dos maiores nomes da música popular lusófona, principalmente Portugal e Brasil.. Não é , logo, uma embalagem descartável, não começa a morrer logo que termina....A sua grandeza fica realçada pela aproximação e não pela ostentação . Não são o pretexto para o espectáculo: São o espectáculo! Eugénia, o motor daquele sonho, passa quase despercebida. Marca a diferença entre ser criadora e ser dona. Seus pais são poetas, Aquele programa é o poema dela. E como se diz que a poesia é contagiosa, seria bom que o Atlântico causasse uma epidemia!


AO CABO DA BOA ESPERANÇA Nuno Pacheco Jornal PÚBLICO Lisboa, 29 de Março de 1999:

O Programa Atlântico, de Eugénia Melo e Castro, tem um projecto e é bem concretizado. Haver uma ideia inteligente, tão concreta e definida, já é uma dádiva invulgar; que ela seja posta em prática sem perder essa qualidade primeira, eis o que é realmente de espantar!Com as várias peças do puzzle, o programa, sem ser apressado, tem ritmo, um balanço bom, há coisas acontecendo umas a seguir às outras como as ondas no mar. Faz-se música, fala-se de música e no final está feita a viagem transatlântica. Um bom programa de televisão. E ainda por cima este oceano cumpre uma promessa não dita: revelar música popular de língua portuguesa com qualidade, deixar de fora o Adamastor "pimba" e as Tormentas da música popular exclusivamente comercial - como se o Atlântico lavasse as mãos, e os ouvidos, de quem o escuta!


ARCO ATLÂNTICO Paulo Neves, Jornal INDEPENDENTE, Lisboa, Abril de 1999:

Outra senhora não poderia "comandar" os destinos do Atlântico quenão fosse Eugénia Melo e Castro. Quando muitos se preocupavam, nos distantes anos oitenta, com o umbigo ou guerras-de-alecrim-e- mangerona, ela já desbravava os caminhos de Santa Cruz. Por ela, muitos entraram e triunfaram no Brasil. Ela continuou no seu (belo) canto sem pedir nada em troca. Agora, e volvidos todos estes anos, e com verdadeira persistência chinesa, conseguiu ter o seu programa na televisão portuguesa, e brasileira (Televisão Cultura). Em parceria com o brasileiro Nelson Motta dá-nos 50 minutos de rara beleza harmónica, com duetos de excelente nível. Pelo canal 1 da RTP já passaram grandes nomes da música popular brasileira e novos sons vindos do outro lado do Atlântico. Os nossos músicos não ficam atrás!


ATLÂNTICO Miguel Gaspar DIÁRIO DE NOTÍCIAS, Lisboa, Abril de 1999:

A RTP já não estava habituada a tanto elogio por centímetro quadrado de prosa. Mas aconteceu. Com Atlântico, o serviço público reencontrou um consenso em seu redor. Em tudo contrastante com a atitude que tem rodeado as apostas mais recentes da programação da casa.Já tudo foi dito sobre a qualidade do programa de Eugénia Melo e Castro. Da qualidade dos duetos ao nível da apresentação de Nelson Motta e da própria Eugénia, de dinâmica do programa ao modo como soube projectar a sua homogeneidade temática. Um sucesso merecido, Atlântico foi uma aposta certa. E espera-se, tenderá a fazer um caminho em crescendo, ao nível da necessária aceitação pública. Sendo um produto televisivo conseguido, grande parte do êxito de Atlântico deve-se ao facto de Ter introduzido uma ruptura no modo como a música tem sido tratada na televisão, e não apenas na RTP. Ou seja, cortou-se com a ideia de que a lógica televisiva e só a lógica televisiva deve dominar em matéria de programas musicais. O essencial aqui é a música ter qualidade. Sem isso, todos os méritos televisivos de Atlântico resultariam em meros adornos para um conteúdo oco. Porque é que a lógica musical é dominante? Porque se foram buscar alguns dos realmente melhores e criou-se um evento não só autêntico, mas único, do ponto de vista artístico. Além disso, Atlântico aproxima de facto Portugal e o Brasil. Mostra ainda, para bem do nosso ego nacional, como a música popular portuguesa aguenta hoje esse encontro com a melhor música popular do mundo. Não é coisa pouca. Renunciou-se assim à vacuidade do espectáculo televisivo em favor do que tem realmente sentido. Atlântico venceu e com ele, espera-se, foi derrotada a ideia de que é preciso ser-se vazio e artificial para ganhar no pequeno ecrã.

Publicado por Eugénia Melo e Castro às 20:42
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