Segunda-feira, 20 de Março de 2006

SÓ UM GOSTINHO

Estive ontem à noite no Sesc Vila Mariana para assistir ao espetáculo "Palavra de Mulher", da série "Encontros" do Sesc. Sabia de antemão que o show era da cantora Virgínia Rosa e seu grupo, mas tinha a esperança que a Eugénia cantasse várias músicas, como convidada que era. Mas, para a minha frustração, sua participação se resumiu a 3 canções, uma em duo com a Virginia, "Bem Querer", evidentemente sem a "Futuros Amantes" tal qual no "Descontrução", e duas "solo", "Maninha" - voz e piano, e "Olhos nos Olhos" com o grupo completo (piano, bateria, contrabaixo, violão / guitarra).

Eugénia esteve bem como sempre, foi bastante aplaudida, mas percebi que a platéia queria um pouco mais, ouvi comentários a respeito na saída. Talvez a publicidade do show devesse ser mais explícita. Bom, de toda a forma, eu iria ver a Eugénia nem que fosse por um assobio apenas, mas ficou aquela expectativa de "quero mais", que acabou até por comprometer (para mim, claro) a apresentação da Virgínia. A outra convidada, Luciana Alves, uma nova cantora paulista, cantou também 2 canções sózinha, e deu conta do recado.

A Virgínia Rosa é uma excelente cantora, já "veterana" com seus 20 e poucos anos de carreira. Tem bastante expressão e uma bela voz. Uma ou outra aresta a ser aparada, um ou outro arroubo desnecessário. Mas aí é a minha opinião, pouco vale, o que vale mesmo é a velha história da falta de divulgação, do espaço mínimo que é reservado a gente de talento, essa briga desigual com a vulgaridade premiada, com a mediocridade alçada à condição de top de linha, com o sistema mercadológico que só entende aquilo que dá grandes dividendos.

No final das contas, descontando as minhas expectativas absolutamente pessoais, de fã da Eugénia cuja "saudade" de vê-la não foi saciada, não há como negar que ouvir várias canções do Chico Buarque, quase todas calcadas na figura do feminino, com histórias de meninas sonhadoras, donas de casa, atrizes, estrelas, prostitutas, mães desamparadas, amantes esperançosas ou desiludidas, e tantas outras, será sempre uma dádiva, um reconhecimento de que o homem é realmente o máximo, um observador atento, arguto, sagaz e perspicaz (podem colocar mais alguns outros adjetivos por aí...) da condição humana.
Publicado por Eugénia Melo e Castro às 13:58
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