Quarta-feira, 19 de Abril de 2006

Paz, 2002

PaZ.jpg PAZ


Nos sentimentos mais profundos moram as zonas invisíveis. Entre distâncias possíveis e impossiveis. Em cada coisa ou lugar elas lá estão à espera de serem notadas. Podem ser ideias ou imagens, linguagem de cegos, visões visíveis ou sinais de MUNDOS. DENTRO de cada ZONA INVISÍVEL existem outras zonas, subdivididas em memórias e sensações, sons, realidades, constatações do absurdo interno, jogos de palavras, aparências de transparências.


Fora de cada zona existe uma resistência silênciosa, um desenrolar de vidas sem um outro sentido, complexo, onde por encanto se desatam nós e se apertam vozes até ao grito total, num simples e misterioso SILÊNCIO A DOIS. No final apenas observo de fora, sempre pelos olhos dos outros, que penso não pertencerem a ninguém, uma vez que, declaradamente, não me pertencem a mim. Limito-me a outras informações internas, o tempo só deixa memórias alheias ...AVEC LE TEMPS ...va, tout s'en va ...


Não sei, afinal, qual a ideia de tantas ideias, tantos dias a fio, normais e atentos ao desenrolar de nada, numa REZA NOCTURNA sem solução aparente. Numa troca simples de ideais, a vida pode complicar-se até ao contrário da morte. Nessa troca, aparentemente inevitável, tudo nos pode transformar numa infinita soma de resultados não conclusivos.


O nada é INFINITO, mas a reacção afirma a acção que reafirma a intenção que não nos deixa pensar assim. Vou até ao fim. Lembro-me de lugares e de outros sentidos ...PARIS em 88 ...naquele ano vagueava pela vida, como de costume... a solidão é um lugar igual. Um lugar existe, outro lugar não existe. Sempre senti a presença do que não existe, não por comparação mas por conhecimento de causa.


Sigo a LINHA DA VIDA como quem segue causas e caminhos intimamente definidos e desconhecidos. Todas têm solução aparente, permanente apenas na sua própria AUSÊNCIA. A teoria é inútil. A afirmação é útil apenas para o sim. Podemos dizer que sim. Não muda a intenção. Por dentro, quem está não pensa em mais nada.


Em OUTRO TEMPO, todos somos invisíveis, indiferentes ao simples facto de sermos vistos e desaparecermos lentamente através de um outro e sempre interno VELHO MAR. Ao contrário da IMAGEM que não se vê, talvez se exista em PAZ. Talvez aqui.


Lisboa, Setembro de 2002 EUGÉNIA MC

Publicado por Eugénia Melo e Castro às 06:17
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