Domingo, 7 de Dezembro de 2008

Minas Gerais

Ailton Magioli - EM Cultura

O show que a portuguesa Eugénia Melo e Castro apresenta na cidade poderá dar origem a um disco

 
Em 1981, a portuguesa Eugénia Melo e Castro bateu à porta de Wagner Tiso e, de supetão, disse ao maestro que queria ser cantora e tê-lo assinando os arranjos de seu disco de estréia. “Era uma garota ainda. Não conhecia ninguém no Brasil, foram três dias só para conseguir o endereço de Wagner”, diverte-se a artista, que contabiliza entre os 23 discos lançados, 10 em parceria com o maestro. Pela primeira vez em Belo Horizonte, para apresentação única, às 20h de domingo, no Grande Teatro do Palácio das Artes, Eugenia quer comemorar o trabalho conjunto também com outros mineiros. Tem também dobradinhas com Milton Nascimento, Toninho Horta, Túlio Mourão, Beto Guedes, Lô Borges e Ronaldo Bastos (este último, fluminense de nascimento, com o qual foi casada durante quatro anos).
 
“Aprendi tudo o que sei do Brasil por meio da música”, conta entusiasmada a cantora, que, graças ao pai poeta E. M. de Melo e Castro, ouvia discos de MPB desde a infância. “Minas é o estado brasileiro que tem mais identidade com Portugal, sobretudo a Serra da Estrela, região onde eu nasci”, compara. As duas regiões, cercadas de montanhas, produzem queijos famosos. “A geografia influencia o estado de espírito”, diz Eugenia, chamando a atenção para a “loucura genial interior” dos artistas de sua região e de Minas. “Os músicos mineiros são artistas privilegiados”, elogia, recordando o impacto que sentiu, aos 16 anos, quando ouviu pela primeira vez A página do relâmpago elétrico, de Beto Guedes. Ela garante que Milton Nascimento, Caetano Veloso e Chico Buarque são responsáveis pela decisão tomada por ela, de viver entre São Paulo e Lisboa, alternando temporadas nas duas cidades.
 
Sob a direção de Robertinho Brant, acompanhada de banda formada por Túlio Mourão (piano e teclados), Beto Lopes (guitarra), Tattá Spalla (violão), Chico Amaral (saxofone), Pablo Souza (baixo acústico), André “Limão” Queiroz (bateria) e Gabriel Guedes (bandolim, rabeca e tampura), Eugénia vai mostrar suas parcerias, inéditas por aqui, com Milton Nascimento, a partir de poemas de Fernando Pessoa, além das feitas com Toninho Horta e outros autores mineiros. Não por acaso, o maior sucesso comercial da artista, em quase 30 anos de carreira, é Dança da lua, da parceria de Túlio Mourão com Ronaldo Bastos, que ela gravou em dueto com Ney Matogrosso. Entre as surpresas do repertório da intérprete consta uma parceria com Gonzaguinha, que, coincidentemente, viveu em Belo Horizonte. Amiga do embaixador José Aparecido de Oliveira, que morreu no ano passado, ela promete dedicar o show a ele, que idealizou e criou a Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP).
Publicado por Eugénia Melo e Castro às 01:42
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