Sábado, 1 de Dezembro de 2007

Conta-Gotas (II)

SER OU NÃO SER
William Shakespeare nasceu em 23 de abril de 1564 e morreu em 23 de abril de 1616. 52 anos completos. Nem um dia a mais, nem um dia a menos. That’s the question.
 
 
NO MUNDO DA LUA (OU DO CÉU)
Deus chamou o seu querubim mais distraído e lhe deu uma missão: “Nathanael, vá a terra e diga baixinho ao ouvido daquele menino que acaba de nascer em Málaga, Espanha, e que se chamará Pablo Picasso, que ele será um “gauche” na vida. Copiou? Entendeu? Prestou atenção?”. “Claro, chefe, digo, meu Senhor, é prá já”, respondeu o anjo. E lá veio ele flanando pelos universos, entoando salmos e canções new age da Enia, quando, de repente, surge a dúvida: “O que foi mesmo que me disse o Ser Supremo? Gauche ou Guache? Ai Jesus, me ajude! Gauche ou Guache??”. Como naquele tempo ainda não havia celular, pedir ajuda para o Filho do Pai era somente uma expressão de linguagem. Então, ao chegar à casa do menino, o anjo não teve dúvidas: assoprou ambos os destinos ao ouvido do Pablito, e pronto, missão cumprida.
 
 
PEDIDO DE FILHO
Meu filho, atônito e aflito, me pede para não publicar a infâmia acima. Ou que, ao menos, peça desculpas aos leitores. Tá bom, vou arriscar um pouquinho e fico só com as desculpas. Ok, filho?
 
 
SHERLOCK HOLMES
Um doce para quem descobrir o que eles quiseram dizer:
 
“A paixão / puro afã / místico clã de sereia / castelo de areia / ira de tubarão / ilusão / o sol brilha por si” (Açaí – Djavan)
 
“O tríplice mistério do ‘stop’ / que eu passo por / e sendo ele no que fica em cada um / no que sigo meu caminho / e no ar que fez e assistiu / abra um parênteses / não esqueça que independente disso / eu não passo de um malandro / de um moleque do Brasil / que peço e dou esmolas / mas ando e penso sempre por mais de um / por isso ninguém vê minha sacola” (Mistério do Planeta – Galvão (Novos Baianos))
 
“Do Rio de Janeiro, estou te sacando / do centro da cidade vou te assemelhando / no núcleo do teu crânio / eu, nós três manchando / quem é quem te amando / quem sou eu passando / quem sou eu ficando nú” (Ébano – Luiz Melodia)
 
“Venha me dar amor / me dar o teu calor / te quero in my way / isso é um mar de fé / no zap pele / no sap filme / tudo tem uma lógica / chaminé minério” (Crendice – Carlinhos Brown)
 
“Parafins gatins alphaluz sexonhei da guerrapaz / ouraxé palávoras driz okê cris expacial / projeitinho imanso ciumortevida vidavid / lambetelho frúturo orgasmaravalha-me Logun / Homenina nel parais de felicidadania: outras palavras” (Outras Palavras – Caetano Veloso)
 
Regulamento do concurso:
 
Art. 1º - É proibido consultar os autores
Art. 2º - Pensando melhor, não é proibido consultar os autores
Art. 3º - Pensando melhor ainda, os autores podem participar também
 
 
ADAMASTOR, AO SEU DISPOR
O Adamastor é um pombo-viajor, possuidor de dotes mediúnicos e versado na ciência da regressão. Não posso dizer que ele é meu pombo, porque um ser especial desses não tem dono. Mas a esotérica ave tem pouso certo aqui em casa, nos intervalos de suas viagens oníricas. Como vive voltando ao passado em suas trips regressivas, acostumou-se a utilizar expressões meio fora-de-moda, como essa saudação “Adamastor, ao seu dispor”, que é mais antiga que andar prá frente. Pois bem, esse é um dos meus segredos. Muitas das histórias que conto aqui me foram relatadas pelo Adamastor, como essa que segue abaixo. Mas, por favor, isso fica entre nós, não contem para mais ninguém, pois o bichinho não gosta de holofotes e não quer ter a sua privacidade invadida.
 
 
NOBREZA
Os anos eram os 80, e a dona deste blog encontrava-se na casa de Tom Jobim, o Soberano Maestro, em uma daquelas reuniões animadas e plenas de música, quando ele pede a Eugénia que cante “Céu e Mar”, canção do não menos nobre Johnny Alf, uma espécie de "Duque" da Bossa Nova. Tom estava ao piano e Eugénia em um banquinho alto ao lado. E assim foi. “Céu e Mar” foi depurada horas a fio, devido às conhecidas exigências musicais e estéticas de ambos. E então o dia amanheceu mais feliz lá pelas bandas do Rio de Janeiro. Foi o Adamastor quem me descreveu o nobilíssimo encontro. E me disse também, sem esconder a emoção, que não há arrulhos que possam ser totalmente fiéis ao que ele assistiu.
 
Por Muri Pessoa
Publicado por Eugénia Melo e Castro às 22:18
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1 comentário:
De Eugénia Melo e Castro a 2 de Dezembro de 2007 às 00:58
ÓH Pedro !!! Muri pai pode tudo, blasfémias são permitidas ssempre que tenham humor !!!!


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