Terça-feira, 1 de Maio de 2012

Sei de um rio

Chico Saraiva e Susana Travassos
Participação especial Eugénia Melo Castro
Quinta e Sexta [03 e 04/05] R$35
21h30 e 22h30, Casa de Francisca

Segunda-feira, 23 de Abril de 2012

30 anos com Eugénia Melo e Castro

Após trinta anos de carreira na música, Eugénia Melo Castro lança um novo álbum, “Um Gosto de Sol”, onde regressa (e nos faz regressar também) ao início destes trinta anos. Ao voltar ao estado mais musical do Brasil, Minas Gerais, descobre uma “turma nova” e “músicos garotos cheios de ideias”, mas conseguiu ainda fazer o que pretendia: homenagear a música mineira.

Esta cantora, que teve como formação a música clássica e já trabalhou em televisão, encara o trabalho como um escape e um poço de respostas para as suas ansiedades. Ao aprender a cantar, acabou por descobrir as suas próprias limitações, bem como o género de música que consegue cantar. Ao longo deste tempo de carreira, aprendeu também a divertir-se enquanto trabalha e a não desistir, mesmo que para tal seja preciso dar tempo ao tempo.

A paixão pela música acompanha-a desde tenra idade, também devido à vida familiar, e numa época em que ouvir música portuguesa (excepto a lírica) era considerado uma falta de gosto, Eugénia começou a perceber que era possível cantar na nossa língua materna. É exequível, segundo a mesma, desde que tal seja feito de “forma doce e com uma dicção perfeita”, suavemente.

Não escondendo que desejava ser mais amada em Portugal, reconhece que foi no Brasil que encontrou uma maior valorização, mesmo tendo tido uma entrega igual em ambos os países. Esta diferença nota-se, sobretudo no número de concertos que dá por cada álbum que lança, uma vez que no Brasil chega a dar entre trinta a quarenta.

Quando questionada acerca da sua maior influência a nível da música brasileira, Eugénia não consegue destacar apenas um. Porque todos marcaram a sua vida e carreira, todos de uma forma específica e especial, aponta Milton Nascimento, Caetano Veloso, Chico Buarque, Tom Jobim e Ney Matogrosso.

Num balanço final sobre estes trinta anos, enquanto cantora e mulher, Eugénia Melo Castro declara que nunca se desviou do seu caminho, pois sabe o que quer e isso é apenas a música.

Blog Opiniões em Rabiscos
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Sábado, 7 de Abril de 2012

Um gosto de sol

Eugénia Melo e Castro teve sempre uma carreira intermitente em Portugal. É uma relação esporádica, quase que longínqua, mas quando regressa é tão saborosamente familiar que esquecemos imediatamente o tempo que discorreu entre a primeira vez e última em que ouvimos a sua voz de veludo. A intimidade que estabelecemos com a sua sonoridade é sempre tão despojada, sabemos que respira e vive, mas nunca perguntámos por ela. E não é que não gostemos da Geninha( como é carinhosamente apelidada), é que a sabemos tão errante que invariavelmente nem exigimos a sua presença, intimamente pressentimos que esta bem, porque quando regressa, embora discretamente, o seu voltar é sempre um acontecimento. Como o de alguém que nos é muito querido, que já não víamos há imenso tempo e ao revê-la as saudades inundam-nos nesse momento e nem queremos ouvir falar em perde-la de novo para os lados de Vera Cruz. “Um gosto de sol” é um disco-homenagem aos autores de Minas Gerais. É um trabalho que na sua génese é de certa forma conceptual, porque é uma abordagem muito pessoal ao universo da música mineira de que tanto gostámos. Bem, pelo menos eu. É um repertório cheio de participações especiais, recheado de artistas que são muito queridos à Eugénia Melo e Castro e aos portugueses. É também uma comemoração pelos 30 anos de carreira desta cantora e compositora portuguesa. Não disse? Foi assim há tanto tempo? Pois foi. Como digo, nem demos pelos sinais do tempo. Não vou destacar nenhum tema, são todos tão gostosos, como dizem os brasileiros. Embora, o CD tenha já sido lançado em São Paulo, a cantora virá em Junho deste ano para apresentar este novo trabalho, recheado de poetas com um gosto muito solar, no nosso país. Delicie-se!

 

Yvette Vieira, http://www.revistayvi.com/

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Terça-feira, 27 de Março de 2012

Release "Um gosto de sol"

EUGÉNIA MELO E CASTRO

A cantora e compositora Eugénia Melo e Castro tem uma trajectória única, original.

 

Portuguesa, ela construiu toda a sua carreira gravando sempre no Brasil, com repertório e músicos brasileiros e se dividindo entre Lisboa (onde mora) e o Brasil (onde aparece com grande frequência). Uma das características desse trabalho que já se estende por mais de 30 anos é que Eugénia nunca abdicou da "maneira de falar de Portugal".

 

"Minha intenção é, e sempre foi, desde o início, a de buscar pontos comuns entre Brasil e Portugal, na intenção das palavras, no objetivo, na maneira de ser, na mistura músicos e influências, mas fazendo um som português", afirma a artista.

 

Dado marcante é que em toda a sua carreira a música dos mineiros se faz presente. Vale lembrar, por exemplo, que em seu primeiro disco, "Terra de Mel", lançado em 1982, Eugénia teve a seu lado Wagner Tiso como produtor do LP .

 

Wagner Tiso trabalha com Eugénia desde esse disco, tendo produzido 10 dos seus 24 discos, em 30 anos de carreira.

 

Eugénia Melo e Castro conta que sempre sentiu-se muito próxima música mineira. "Isso se dá, certamente, porque nasci e cresci na Serra da Estrela [na cidade de Covilhã], em região que em muito se assemelha à do montanhoso estado brasileiro de Minas Gerais. Eu sempre entendi perfeitamente o que cantam os mineiros porque nesses lugares não há a imensidão física do horizonte. Isso nos torna a todos que lá vivemos sonhadores e imaginativos."

 

Uma viagem, uma história − Em "Um Gosto de Sol", seu novo disco, gravado para o Selo SESC, Eugénia Melo e Castro reafirma a presença mineira em sua música. "Sou desde sempre sócia-convidada do Clube da Esquina", diz ela, "aprendi o Brasil através da música".

 

Todas músicas do disco, gravado inteiramente em Belo Horizonte, produzido pelo também compositor mineiro Robertinho Brant, são assinadas por compositores do chamado "Clube da Esquina" − Milton Nascimento, Wagner Tiso, Toninho Horta, Fernando Brant, Márcio Borges, Ronaldo Bastos, Beto Guedes, Túlio Mourão −, e vários desses músicos têm participações especiais no CD.

 

"Um Gosto de Sol" vai mais longe em sua busca por evidenciar as similaridades e as influências estéticas existentes entre Minas Gerais e Portugal. Eugénia não se limita a cantar os mineiros. Inclui também no disco um fado tradicional ("Maldição", de Alfredo Duarte), interpretado de uma forma invertida no sentimento e na forma.

 

Inclui ainda a poesia do Poeta português Fernando Pessoa, um poema musicado por Milton Nascimento e outro declamado por ela que se chama A HORA ABSURDA, e também a poesia do Poeta mineiro Affonso Ávilla, na voz da atriz Débora Falabella, mineira também.

 

Para a capa Eugénia escolheu uma bela pintura do artista plástico mineiro, Rodrigo Guimarães.

 

"Este meu 'Um Gosto de Sol' é um disco conceitual, que conta uma viagem, tem uma história", afirma Eugénia Melo e Castro. E acrescenta: "É também um disco em que expresso uma nova intenção vocal. É suave, contido, com a preocupação de ser agradável, mas de grande intensidade nas letras e musicalmente".

 

As doze faixas do disco − Nas seis primeiras faixas de "Um Gosto de Sol" Eugénia Melo e Castro apresenta suas personalíssimas versões para canções que já se tornaram clássicos da produção dos associados do Clube da Esquina:

 

"Um gosto de sol" (de Mílton Nascimento e Ronaldo Bastos, gravada originalmente em 1972 no álbum 'Clube da Esquina', de Milton) e que foi gravada também pela própria Eugénia em seu LP "Águas de todo o ano", de 1983

 

"Luz e mistério" (de Caetano Veloso e Beto Guedes, gravada originalmente por Beto Guedes em 1978 em seu LP 'Amor de Índio')

 

"Fruta boa" (de Milton Nascimento e Fernando Brant, primeira gravação por Milton Nascimento em 1988, em seu LP 'Miltons')

 

"Sol de primavera" (de Beto Guedes e Ronaldo Bastos, também gravação original de Beto Guedes, de 1979, no LP de mesmo nome)

 

"Tarde" (de Milton Nascimento e Márcio Borges, gravada pela primeira vez por Milton em LP de 1969)

 

"Cais" (de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, também lançada em 1972 no álbum 'Clube da Esquina'). Nesta faixa, Eugénia acrescenta excerto de "Hora absurda" (poema de raiz simbolista, da fase inicial de Fernando de Pessoa). "Para mim", diz Eugénia, "este é um poema extremamente atual, daqueles que coloca ponto final em um assunto... Gravei de uma única vez, e a cadência do poema se encaixou muito bem com a música."

 

As seis faixas seguintes expressam talvez uma voz mais pessoal de Eugénia Melo e Castro, mas sempre firmemente ancorada no universo da música dos mineiros.

 

"Vaga no azul" é música de Milton Nascimento (escrita há uns vinte anos, por sugestão de Eugénia) para poema de Fernando Pessoa, com participação especial de Milton. Explica Eugénia que esta música pode ser considerada inédita. "Fiz uma primeira gravação em 1896, no LP 'EMC III', mas saiu tudo errado... Quando ouviu, na época, o Bituca me disse que achou a música bonita, mas "não fui eu quem escreveu essa música... (risos)...

 

"Fogo de palha" é parceria de Eugénia com Toninho Horta, que participa da gravação com violão e vocais. Eugénia fez a primeira gravação em 1988, em seu LP "Coração imprevisto".

 

"O cerco" é mais uma letra de Eugénia, esta musicada por Wagner Tiso, que participa ao piano. A música foi originalmente gravada por ela no LP "Lisboa Dentro de Mim", de 1993

 

"Dança da lua", com letra de Ronaldo Bastos para música de Túlio Mourão, que tem participação especial ao piano. A gravação original foi um dueto de Eugénia e Ney Matogrosso, no LP " Aguas de Todo o Ano" de 1983.

 

"Maldição", fado de Alfredo Duarte e Armando Vieira Pinto − celebrizado na voz de Amália Rodrigues e depois regravado por dezenas de cantoras − é reconstruído por Eugénia com um tempero diferente -"Busquei a contenção, evitando ser explicitamente dramática; minha intenção foi a de valorizar a letra", conta Eugénia. No final da faixa, ela faz uma citação a "Ponta de areia", segundo Eugénia uma alusão a "Native dancer" (álbum de 1975, de Wayne Shorter featuring Milton Nascimento) − "Esse foi o disco que me despertou para aquilo que eu queria fazer pelo resto da vida", afirma.

 

Fecha o disco a "Vinheta do Bituca", uma espécie de assinatura de Milton Nascimento, o tema sempre utilizado por ele em suas gravações e apresentações. Nessa faixa, há a presença da atriz Débora Falabella recitando o poema "Estrada real", do mineiro Affonso Ávilla: "E Seguir sem sonhar para sentir e sonhar sem sentir para seguir e sentir sem seguir para sonhar..."

Publicado por popogirl às 12:00
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Segunda-feira, 19 de Março de 2012

Olê Olá

Clip inédito da versão "não incluída" no cd "Des Cons Tru Ç ão, Chico Buarque o Autor":

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Sexta-feira, 2 de Março de 2012

Mais logo, às 00:55 na RTP2:

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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

Agenda

Eugénia Melo e Castro com Participações de Wagner Tiso e Flavio Venturini

SESC Pinheiros  
Dia(s) 24/03, 25/03
Sábado, às 21h; domingo, às 18h.  

Neste show de lançamento do CD ‘Um gosto de sol’, realizado pelo Selo SESC, a cantora portuguesa Eugenia Melo e Castro homenageia os cantores mineiros e conta com a participação de Wagner Tiso e Flávio Venturini. Duração: 90 min. Teatro Paulo Autran. Não é permitida a entrada após o início do espetáculo. Ingressos à venda na rede INGRESSOSESC, a partir de 01/03 às 14h. 

R$ 24,00 [inteira]
R$ 12,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 6,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

Publicado por popogirl às 22:40
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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

Roda de Choro de Lisboa convida Eugénia Melo e Castro

24 Janeiro na CASA de LAFÕES às 22h30
Rua da Madalena, 199, 1º, Baixa, Lisboa

 

Eugénia Melo e Castro, cantora portuguesa que conta com mais de 30 anos de uma carreira impressionante: a partir da década de 80 começa a estabelecer uma parceria autoral e vocal com alguns dos mais consagrados artistas brasileiros, como Tom Jobim, Chico Buarque, Gal Costa, Adriana Calcanhotto, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Simone, Gonzaguinha, entre muitos outros.
Esta cantora apaixonada pela música brasileira e pioneira em estabelecer pontes entre Portugal e Brasil é a convidada especial da Roda de Choro de Lisboa para esta noite que se prevê inesquecivel e extraordinária!
Eugénia e a Roda prepararam um cocktail apaixonante de temas intimistas que fazem parte do imaginário colectivo de todos nós.

Publicado por popogirl às 23:05
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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011

Um gosto de Sol

Chama-se “Um gosto de sol” e é o mais recente trabalho discográfico de Eugénia Melo e castro. Para os mais desatentos este é já o 25º trabalho discográfico da cantora (entre cds originais, relançamentos, discos ao vivo e colectâneas) que comemora este ano 30 anos de carreira! O disco que tem agora lançamento no Brasil e que chega a Portugal para o próximo ano, merece desde já figurar entre os melhores discos da cantautora, é um regresso à Eugénia dos saudosos “Terra de mel” (1982) e “Águas de todo o ano” (1983) vocalmente e musicalmente falando, mas com uma pitada de modernidade e futuro como no marcante “Paz” de 2002.

Gravado em Belo Horizonte, “Um gosto de sol” junta a música de Minas Gerais a Portugal, recupera algumas das mais bonitas composições do Clube da Esquina e exceptuando “Maldição” (o popular fado de Alfredo Duarte e Armando Vieira Pinto) todas as restantes canções são de autores “mineiros” como Milton Nascimento, Beto Guedes, Ronaldo Bastos, Márcio Borges ou Fernando Brant. O disco abre com a lindíssima “Um gosto de sol” (Milton Nascimento/ Ronaldo Bastos) que Eugénia já tinha gravado em “Águas de todo o ano” e termina com “Vinheta do Bituca” (Milton Nascimento) que conta com a participação da actriz Débora Falabella a recitar “Estrada real” poema de Afonso Ávila.

Pelo meio momentos inesquecíveis como a delicada “Luz e mistério” (Beto Guedes/ Caetano Veloso), “Cais” (Milton nascimento/ Ronaldo Bastos) com um excerto de “Hora absurda” de Fernando Pessoa, “Vaga no azul” (poema de Fernando Pessoa musicado por Milton) num feliz dueto entre Eugénia e Milton Nascimento, “Fogo de palha” (Toninho Horta/ Eugénia Melo e Castro),“O cerco” (Wagner Tiso/ Eugénia Melo e Castro), uma nova leitura da obrigatória “Dança da lua” (Túlio Mourão/ Ronaldo Bastos) e a já citada “Maldição” fado aqui transformado em canção num momento completamente arrebatador e de uma contenção assinalável. Chico Amaral, Toninho Horta, Wagner Tiso e Túlio Mourão são outros dos convidados especiais neste trabalho produzido exemplarmente por Robertinho Brant, e não estaríamos longe da verdade ao dizer que alguns dos mais bonitos momentos musicais de 2011 vieram pela voz de Eugénia Melo e Castro com “Um gosto de sol”.

 

Jonas Santos

Autor do blog “ A luz do meu caminho”

Publicado por popogirl às 19:10
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Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010

E.CARD do CD "CANTA , CANTA MAIS "

ENTRE AQUI !!!!

Publicado por popogirl às 16:18
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Sábado, 27 de Março de 2010

“Bocage, o Triunfo do amor”, 1997

Filme de Djalma Limonge Batista. No filme Eugénia Melo e Castro interpreta o tema "Liberdade", poema de Bocage musicado por Livio Tragtemberg. Filme distinguido no Sundance Film Festival em Utha com o prémio de melhor Direcção Artística, vencedor do Prémio Resgate do Cinema Brasileiro para o projecto do Ministério da Cultura e Fine e ainda Prémio Especial do Júri no Festival de Gramado.

 

Publicado por popogirl às 04:26
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Segunda-feira, 22 de Março de 2010

Programa Ensaio

No ar desde 1990, Ensaio traz a cada programa um artista diferente que, além de cantar, fala do trabalho, da vida particular e relembra casos vividos até então. Apresentado por Fernando Faro, o acervo contém informações preciosas sobre os maiores músicos.
As mais diferentes tendências e géneros da música brasileira de qualidade estão registadas nestas conversas musicais, que passeiam pelo samba, bossa nova, tropicália, jovem guarda e música de raiz.

 

Chega agora à net o programa especial com Eugénia Melo e Castro. Aqui fica a primeira parte, pode ver as restantes aqui no YouTube ou no Sapo Vídeos:

 

Publicado por popogirl às 14:29
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Domingo, 14 de Março de 2010

Programa Atlântico - Maria Bethânia & António Alçada Baptista

 

 

 

 

 

 

 

 

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Quinta-feira, 4 de Março de 2010

Agenda - Jornal Barlavento

Cultura

Brasileiro António Loureiro e Eugénia Melo e Castro dão concerto no Tempo

 
Foto
 
 

O Pequeno Auditório do Teatro Municipal de Portimão (Tempo) recebe, a partir das 21h30 de 6 de Março, a música brasileira de António Loureiro e Banda, que apresentará o seu mais recente álbum, num espetáculo em que a cantora portuguesa Eugénia Melo e Castro terá uma participação especial.

Para este concerto, a mais jovem revelação da música de Minas Gerais contará com a participação dos dois grandes parceiros de estrada: Rafael Martini no piano, violão, acordeão e voz, e Frederico Heliodoro no contrabaixo, além do baterista Mateus Bahiense e da clarinetista carioca Joana Queiroz.

Não se limitando ao repertório do cd que lançou recentemente e ao qual não atribuiu qualquer título, António Loureiro tocará alguns dos seus temas mais populares, como “Voo a dois”, “Roda Gigante” e “Quinem Quiabo”, onde o domínio da improvisação, omnipresente, leva a uma mistura de composições instrumentais de canções novas e antigas, às quais Eugénia Melo e Castro emprestará a sua voz.

Os bilhetes para o concerto custam 10 euros e podem ser adquiridos no Tempo de terça a sábado, entre as 14h00 e as 19h00, e no dia do espetáculo, das 14h00 às 21h30, podendo as reservas ser feitas através dos números 282402475 e 961579917.

Os titulares do Passaporte Sénior, do Cartão Jovem Municipal e do Cartão de Pessoa Portadora de Deficiência, assim como jovens até aos 30 anos, beneficiam de 50% de desconto.

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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

Atlântico (mais uns vídeos)!!!

ATLÂNTICAMENTE CANTANDO
Mário Castrim TAL E QUAL Lisboa, 26 de Março de 1999

Certamente já um pouco fatigado de ser oceano à tantos séculos, o Atlântico pensou que também tinha direito a ir à televisão. E foi. E viu que era bom.A ideia partiu de Eugénia Melo e Castro, também ela filha do Atlântico, com a voz e a alma repartidas por Portugal e o Brasil. Uma ideia pela qual se bateu durante três anos e que realizou integralmente em três meses.

O Atlântico de Eugénia é um mano a mano de alguns dos maiores nomes da música popular lusófona, principalmente Portugal e Brasil.. Não é , logo, uma embalagem descartável, não começa a morrer logo que termina....A sua grandeza fica realçada pela aproximação e não pela ostentação . Não são o pretexto para o espectáculo: São o espectáculo! Eugénia, o motor daquele sonho, passa quase despercebida. Marca a diferença entre ser criadora e ser dona. Seus pais são poetas, Aquele programa é o poema dela. E como se diz que a poesia é contagiosa, seria bom que o Atlântico causasse uma epidemia!

 

 

 

 

 

 

Publicado por popogirl às 02:30
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Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

Mais videos do Atlântico!!!

ATLÂNTICO
Miguel Gaspar DIÁRIO DE NOTÍCIAS, Lisboa, Abril de 1999

A RTP já não estava habituada a tanto elogio por centímetro quadrado de prosa. Mas aconteceu. Com Atlântico, o serviço público reencontrou um consenso em seu redor. Em tudo contrastante com a atitude que tem rodeado as apostas mais recentes da programação da casa.Já tudo foi dito sobre a qualidade do programa de Eugénia Melo e Castro. Da qualidade dos duetos ao nível da apresentação de Nelson Motta e da própria Eugénia, de dinâmica do programa ao modo como soube projectar a sua homogeneidade temática. Um sucesso merecido, Atlântico foi uma aposta certa. E espera-se, tenderá a fazer um caminho em crescendo, ao nível da necessária aceitação pública.

Sendo um produto televisivo conseguido, grande parte do êxito de Atlântico deve-se ao facto de Ter introduzido uma ruptura no modo como a música tem sido tratada na televisão, e não apenas na RTP. Ou seja, cortou-se com a ideia de que a lógica televisiva e só a lógica televisiva deve dominar em matéria de programas musicais. O essencial aqui é a música ter qualidade. Sem isso, todos os méritos televisivos de Atlântico resultariam em meros adornos para um conteúdo oco. Porque é que a lógica musical é dominante? Porque se foram buscar alguns dos realmente melhores e criou-se um evento não só autêntico, mas único, do ponto de vista artístico. Além disso, Atlântico aproxima de facto Portugal e o Brasil. Mostra ainda, para bem do nosso ego nacional, como a música popular portuguesa aguenta hoje esse encontro com a melhor música popular do mundo. Não é coisa pouca. Renunciou-se assim à vacuidade do espectáculo televisivo em favor do que tem realmente sentido.

Atlântico venceu e com ele, espera-se, foi derrotada a ideia de que é preciso ser-se vazio e artificial para ganhar no pequeno ecrã.

 

Publicado por popogirl às 23:15
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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

Atlântico - Eugénia Melo e Castro + Wagner Tiso e Camerata Tiso !!

O programa ATLÂNTICO foi um marco na história da televisão portuguesa. Idealizado e produzido por Eugénia Melo e Castro e dividido na apresentação com Nelson Motta, foi transmitido em Portugal pela RTP e no Brasil pela TV Cultura. Recentemente foi escolhido como um dos 50 melhores programas de sempre da televisão portuguesa numa votação pública levada a cabo pelo Diário de Notícias, a revista Time Out e as Produções Fictícias. Chega agora à rede virtual o primeiro programa na íntegra. Aqui fica a primeira parte, para ver as restantes é só clicarAQUI ou AQUI.

 

Este programa é o encontro entre Wagner Tiso + Camerata Tiso com Eugénia. Foi o 13º programa a ser exibido.

Ao todo foram 14 programas de 50 minutos cada um, com encontros musicais entre Artistas Portugueses e Brasileiros.

A série foi integralmente gravada em Lisboa durante o ano de 1998.

 

Domingo, 21 de Junho de 2009

Paris 88

Clip realizado por Luis Magone, canção incluída no cd  “Paz”.

Letra de Eugénia Melo e Castro e música de Eugénia e  Eduardo Queiróz, com participação especial de Ana Mariana.

O vídeo regista o making of do videoclip da canção “Paz” e a transformação de Eugénia na imagem da aguarela, de autoria de Fernanda Fragateiro, que foi reproduzida na capa do cd PAZ:

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Youtubar é preciso...

Mais um vídeo de Eugénia no YouTube, desta vez “Bem que se quis”!

 “Bem que se quis” é a versão de “E Po' Che Fa” (Pino Danielle) escrita em 1987 por Nelson Motta para Eugénia Melo e Castro. Na altura e depois de várias versões da letra (as iniciais não eram fáceis de interpretar em português de Portugal) a cantora portuguesa cedeu a música a Marisa Monte que a transformaria num enorme hit em 1988. Eugénia só gravaria a música no cd ao vivo “Motor da Luz” de 2002, é essa versão ao vivo (que teve direito a videoclip gravado em estúdio) que chega agora à rede:
Publicado por popogirl às 00:39
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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Eu sei que vou te amar !!

“Eu sei que vou te amar” de Tom e Vinicius foi escolhida como uma das 100 canções essenciais da Música Popular Brasileira.

A versão de Eugénia Melo e Castro gravada no disco “Eugénia Melo e Castro Canta Vinicius de Moraes” recebe um destaque e uma menção honrosa ao lado das leituras por João Gilberto e Maysa:

 

Nº 70 - “Eu Sei que Vou te Amar”

Where to find it:

 

Composers' recording:

- Antônio Carlos Jobim: Tom Canta Vinicius: Ao Vivo;

- Vinicius de Moraes: La Fusa (Maria Creuza, Vinícius de Moraes & Toquinho).

 

Other interesting versions:

- João Gilberto: João Gilberto ao Vivo: Eu Sei que Vou Te Amar;

- Eugénia Melo e Castro: Eugénia Melo e Castro Canta Vinícius de Moraes;

- Maysa: Tom Jobim por Maysa.

Publicado por popogirl às 00:05
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Domingo, 7 de Junho de 2009

Olé, Olá

Dueto (QUE FICOU FORA DO DISCO ) de Eugénia com Chico Buarque gravado para o cd "Des Cons Tru Ção" e (ainda) inédito em disco:

 

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Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Entrevista ao Jornal do Algarve


 

29/05/09

 

Eugénia Melo e Castro, uma das grandes vozes da música nacional, esteve recentemente no Algarve. O Jornal do Algarve Magazine aproveitou a oportunidade para entrevistar a artista, que passa grande parte do seu tempo no Brasil. Eugénia falou-nos das razões que a trouxeram a terras algarvias e dos seus projectos actuais e futuros. A cantora expôs ainda ao JA Magazine as diferenças entre a indústria musical portuguesa e brasileira,
 
Jornal do Algarve Magazine - A que é que se deve a sua presença aqui no Algarve, em Monte Gordo?
 
Eugénia Melo e Castro - Eu vim a convite da Susana Travassos, passar o fim-de-semana, porque conheci a Susana através dos projectos dela. É uma jovem que quer fazer carreira, que tem ideias muito concretas e muito firmes, e que me despertou interesse porque quando a ouço falar é como se me estivesse a ouvir falar há muitos anos atrás, portanto acho que isto é uma continuação gira. Acho que é uma pessoa completamente diferente de mim, com uma voz extraordinária, e é de outra geração. É 25 anos mais nova que eu, tem tantos anos como eu de carreira. Essas coisas são revigorantes.
 
 
J.A.M. - E curiosamente ela começa a cantar também música brasileira sem sotaque, não é verdade?
 
E.M.C. - Sim, ela tem mais ou menos a mesma ideia da música, dos sons da língua portuguesa na música, acho que isso é muito importante, é importante que ela esteja sempre à procura de coisas novas e questione as existentes, que são pontos que foram importantes para mim, também. Ela fez isso por ela mesma, faz-me não me sentir assim tão sozinha quando passava por essas coisas.
 
 
J.A.M. - Portanto conheceu o trabalho dela, e depois encontrou-a no Brasil. Encontraram-se em São Paulo, certo?
 
E.M.C. - Exactamente, ela estava a fazer apresentações em São Paulo e para mim foi interessantíssimo conhecer pessoalmente o espectáculo dela, e gostei imenso. Foi digamos que amor à primeira vista.
 
 
J.A.M. - Mas ela também foi assistir a um espectáculo seu. Começou aí a nascer uma grande amizade?
 
E.M.C. – Exacto, porque eu percebi que a Susana é uma pessoa com muita garra, com muita força, que sabe bem o que quer. É muito nova mas é muito segura das suas intenções e das suas afirmações, parece ter uma bagagem de informação, cultural e musical enorme. E humana também.
 
 
J.A.M. - Toda a gente sabe que fazer carreira no Brasil não é fácil, mas a Eugénia tem tido reconhecimento e cantou ao lado de grandes vozes brasileiras, como Tom Jobim, Caetano Veloso, Ney Matogrosso. Qual é a diferença no público, nos críticos e na forma como o artista se impõe no Brasil e aqui em Portugal?
 
E.M.C. - São mercados completamente diferentes, desde a estrutura ao tamanho, Portugal é um mercado pequeno, mas tirando esse factor geográfico e nacional, há uma posição positiva em relação ao Brasil, de resolver as coisas, de vamos fazer, não complicar, de viabilizar. As pessoas fazem parcerias umas com as outras, embora não queira dizer que não exista rivalidade, que não exista competição. Há uma rivalidade positiva, e muitas vezes as pessoas juntam-se para fazer as coisas melhor.
 
J.A.M. - E também é mais fácil impor um certo tipo de música no Brasil, um certo estilo muito diferente do comercial que se ouve muito em Portugal?!
 
E.M.C. - Sim, o Brasil é um país extremamente musical e o seu tamanho proporciona que cada gueto, digamos, musical, seja um gueto com um mercado próprio, portanto que se auto-sustenta. Ou seja, se eu sou uma cantora de blues, eu tenho os meus seguidores de blues garantidos, e ainda posso ir buscar uns ao samba, outros ao jazz... ou seja, há espaço para fazer carreira nos vários estilos musicais. Em Portugal, o que acontece é que os espaços para todos os tipo de música são muito pequenos.
 
J.A.M. - A Eugénia ainda fez aqui em Portugal um programa para tentar inverter um pouco essa situação. Chamava-se Atlântico. Qual era a filosofia do programa?
 
E.M.C. - A filosofia do programa era juntar artistas de Portugal e do Brasil para cantarem e fazerem música juntos. Houve grandes sucessos nessa empreitada. Quando eu comecei, era muito estranho alguém ir ao Brasil e trazer compositores brasileiros para cá, mas hoje em dia é um universo muito normal, já não é uma coisa que estranhe a ninguém. E agora lanço sempre os meus discos no Brasil e em Portugal.
 
J.A.M. - Qual foi o último? E qual é o próximo?
 
E.M.C. - O último lançamento aqui em Portugal foi o PoPortugal, que foi em 2007. No Brasil saiu o PoPortugal, em 2008, e saiu agora um disco de duetos totalmente remasterizado que ainda não saiu em Portugal mas vai sair lá para o Verão. É um disco de 30 anos de carreira. E está para sair até ao fim de 2009 o novo Cd UM GOSTO DE SOL, que já está gravado e pronto.
 
J.A.M. - Vive em São Paulo?
 
E.M.C. - Quando estou no Brasil, a minha residência é mais em São Paulo. Foi durante uns anos o Rio, hoje em dia é São Paulo. O último disco que eu acabei de gravar,  que ainda não saiu, é um disco de homenagem a Minas Gerais e foi gravado em Belo Horizonte. Portugal tem muito em comum com Minas Gerais, há um tipo de personalidade que se desenvolve numa terra fechada... As pessoas são muito da terra que são. Para mim, Minas Gerais é o Estado brasileiro mais português em tudo, até na comida, na maneira de ser... Mas eu moro em Lisboa, a minha residencia fixa é sempre em Lisboa.
 
 
J.A.M. - E é mais fácil ter este tipo de produções no Brasil do que em Portugal. Ou não?
 
E.M.C. - É mais fácil fazer lá.  As leis de mecenato em Portugal funcionam muito mal. Minas Gerais, por exemplo, é um dos estados mais organizados em termos desse tipo de apoio. É uma coisa impressionante o que lá se passa, os mais velhos a trabalhar com os mais novos, em concertos em conjunto, e o governo a incentivar as empresas. Há incentivos de lei fiscal para espectáculos ao vivo, para teatro, cinemas, livros... As coisas funcionam e não há dúvida que daqui a uns anos vai-se ter um retorno imenso.
 
 
J.A.M. - Então e quais são os seus projectos, agora? Passam pelo Brasil... Mas também gostaria que passassem aqui por Portugal?!
 
E.M.C. - Eu tenho sempre esse ideia de ser convidada palra vir fazer espectáculos em Portugal e poder mostrar aquilo que ando a fazer no Brasil, porque há pessoas que acham que eu a certa altura deixei de cantar,  e eu não parei nunca...
 
J.A.M. - E continua a manter amizades com os músicos brasileiros e a fazer parcerias com eles?
 
E.M.C. - Sim, este disco novo tem um dueto com o Milton Nascimento . Eu continuo sempre a trabalhar. Eu procuro trabalhar com cantores e compositores que eu admiro,  que são os grandes mestres da música popular brasileira, e também aproveitar a garotada que está em termos de música com imensas coisas novas, sons extraordinários e toda uma criatividade e uma qualidade incrível.
 
 
J.A.M. - A Eugénia vinha muito para o Algarve quando era mais jovem?
 
E.M.C. - Eu tenho uma ligação muito forte ao Algarve. Mais com a ilha de Faro. Os meus pais tinham um grande grupo de amigos, a Sophia de Mello Breyner, o Manuel Baptista, o Vespeira, sei lá, eles faziam parte de um círculo de intelectuais... O meu pai é poeta e escritor e a minha mãe também.  Alugavam aquelas casas ali na ilha de Faro, as casas que os pescadores deixavam no Verão. E nós ficávamos ali dois meses, três meses, na praia à solta. E depois passámos a ir para a praia da Rocha que também era um paraíso.
 
 
J.A.M. - Portanto cresceu no Algarve...
 
E.M.C. - Eu passava três meses por ano, todos os anos no Algarve. Comecei a vir mais para esta zona de Monte Gordo e Tavira há cerca de 10 anos..
 
 
J.A.M. - E como é que vê a evolução do Algarve...?
 
E.M.C. - Vamos só falar das coisas que melhoraram. Tem uma nova  ciclovia extraordinária que liga o Algarve de ponta a ponta !!!  O único desporto que eu faço é andar a pé e de bicicleta, são as coisas de que mais gosto. Sou incapaz de me enfiar num ginásio. E o Algarve tem um cheiro especial... Eu já vi muitas praias, já frequentei praias de muitos locais no mundo, nada comparado ao Algarve. O cheiro do mar, da praia, não há nada igual.
 
Fernando Reis/Maria Zambujal
 
Marta Reis (foto)
Publicado por popogirl às 00:54
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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

Video pirata

Tributo a Godofredo Guedes, “Noite sem Luar” por Eugénia Melo e Castro. Praça da Liberdade, Belo-Horizonte (22-03-09) 

 

Sábado, 22 de Novembro de 2008

Lançamento!

 

A Voz da Alma Portuguesa
A voz dos poetas
 
“O acontecimento musical do ano! Um álbum de luxo que celebra o talento de alguns dos mais geniais autores da língua portuguesa – Florbela Espanca, Camões, Ary dos Santos, David Mourão Ferreira, Sophia de Mello Breyner ou Manuel Alegre, entre outros – numa justíssima homenagem aos músicos, letristas, poetas e escritores que, com as suas palavras, deram vida aos mais conhecidos temas da nossa música”
 
Amália Rodrigues, Trovante, Simone, Dulce Pontes, Carlos do Carmo, Rui Veloso, Mariza, Tony de Matos, Sérgio Godinho e entre muitos outros, Eugénia Melo e Castro com “Cais” (do disco “Terra de mel”, 1982) e “Foi Deus” em dueto com Ney Matogrosso (“Amor é cego e vê”, 1990) são algumas das vozes desta edição especial de 5 cds+livro.
 
Venda em exclusivo nas livrarias Bertrand.
Publicado por popogirl às 03:41
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

Two Kites

Eugénia Melo e Castro canta “Two Kites” de Tom Jobim no programa Vozes do Brasil, de Patricia Palumbo. Gravado no Estúdio Outra Margem em 31-07-2008.

Vídeo caseiro de Vange Milliet, é só clicar AQUI!
Publicado por popogirl às 14:15
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Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

VOZES DO BRASIL - ENTREVISTA - RÁDIO ELDORADO !!

O programa "Vozes do Brasil" da jornalista Patrícia Palumbo, que é apresentado todas as quartas-feiras às 20h00 (horário de Brasília) na Rádio Eldorado FM - 92,9 MHz, de São Paulo, apresentará na edição de QUARTA FEIRA - DIA 27 DE AGOSTO,  uma entrevista com Eugénia Melo e Castro. Participação de Emílio Mendonça ao piano!!

Publicado por popogirl às 12:31
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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

MAIS UNS VÍDEOS DO PROGRAMA ATLÂNTICO !!

Maria Bethânia, Luis Represas, Gal Costa, Paulo Bragança, Ney Matogrosso, Eugénia Melo e Castro, Wagner Tiso, Marisa Monte, Cesária Évora, Dulce Pontes, etc, etc...é só clicar AQUI e AQUI

Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008

Entrevista- Revista Brasileiros - A DAMA PORTUGUESA !!

 

A descoberta do Brasil por Eugénia Melo e Castro

 

O lançamento de cinco CDs mostra por que a cantora portuguesa pode ser considerada a embaixadora de Portugal no Brasil. E vice-versa

 
Luiz Chagas, Revista Brasileiros
 
Eugénia Melo e Castro lançou 23 discos em Portugal, número que será igualado no Brasil com a chegada às lojas de nada menos do que cinco CDs de uma só vez. São eles Canta Vinicius de Moraes (1994), Eugénia Melo e Castro - Duetos (2000) e Desconstrução (2005), em que a música brasileira domina, além de Paz (2002) e PoPortugal (2008), que refletem sua atual fase. Dividindo-se entre Lisboa e São Paulo, onde grava e tem seus músicos, Eugénia é uma espécie de embaixadora flex Portugal-Brasil Brasil-Portugal, intercambiando o que esses países têm de melhor. Filha de um poeta concreto e engenheiro têxtil e de uma escritora, Ernesto Melo e Castro e Maria Alberta Menéres, e mãe de Ana Mariana, artista plástica que vive em Bruxelas, Eugénia vive só, por opção, e seu sucesso esconde uma vida de conquistas e superações às quais raramente se refere como fez nesta conversa com Brasileiros.
 
Predestinada, Maria Eugénia Menéres de Melo e Castro nasceu no dia 6 de junho de 1958, pouco depois de João Gilberto colocar violão em "Chega de Saudade" para Elizeth Cardoso cantar e pouco antes de o baiano gravar a sua própria versão para a canção de Tom Jobim e Newton Mendonça, inaugurando a bossa nova. Só que bem longe do Rio de Janeiro. Nasceu na fria Covilhã, Serra da Estrela, a 300 quilômetros de Lisboa, uma estação de esqui próxima de Belmonte, onde Pedro Álvares Cabral nasceu. Eugénia também descobriria o Brasil. À sua maneira. Quando visitou o País pela primeira vez, em 1981, sentiu-se em casa. O primeiro disco que seu pai lhe deu, aos 8 anos, foi A Banda, de Chico Buarque, e estava acostumadíssima com o jeito de falar dos brasucas, que aprendeu lendo revistas em quadrinhos, fotonovelas e pequenos romances editados aqui e lançados em Portugal sem quaisquer modificações.
 
Uma rápida consulta nas fichas técnicas dos discos de Eugénia revela uma espécie de "quem é quem" na música brasileira. Dos grandes nomes aos músicos de estúdio. E Eugénia se orgulha de ter conseguido esse feito com a cara e a coragem. "Eu não fiz um disquinho lá e depois vim aqui mostrar o que tinha feito, comecei logo com a parceria brasileira", diz ela, que, a bem da verdade, gravou sim uma demo (disco/fita de demonstração) que só chegaria aos ouvidos do público em 2001 - curiosamente Eugénia batizou a tal demo de Recomeço. Foi essa demo que levou à casa de Wagner Tiso, no Rio, a quem pediu que fizesse os arranjos daquele que seria seu primeiro disco, Terra de Mel, em troca das passagens para Lisboa. O músico se hospedaria na residência de Eugénia, um casarão de nove quartos situado na Rua da Escola Politénica, durante décadas uma open house lotada de brasileiros em trânsito, endereço que mantém até hoje.
 
Um desses hóspedes foi o gaúcho Kleiton, então perdido na Europa após a dissolução de seu conjunto Almôndegas, às vésperas de voltar ao Brasil e formar uma dupla com seu irmão Kledir. Eugénia levaria seis meses para dispor de tempo no estúdio para colocar a voz nas suas parcerias com Kleiton e com o músico brasileiro Yório Gonçalves, então radicado em Portugal. Lançado em 1982 pela Polygram portuguesa, Terra de Mel foi disco de ouro em uma semana e de platina em um mês, para surpresa geral. Logo depois, lá estava Eugeninha novamente no Rio implorando para Roberto Menescal, então diretor artístico da Polygram brasileira, lançar o seu disco aqui. Diante da insistência da portuguesa - que ameaçou acampar na porta da gravadora -, Menescal concordou, para "ver-se livre dela". "Nunca mais se livraram de mim e, passados três meses, já estava gravando meu segundo disco com parcerias de Caetano", orgulha-se a cantora.
 
O disco Águas de Todo o Ano (1983), cujo nome foi tirado de uma cidadezinha portuguesa onde chove todos os dias, trazia parcerias também com Vinícius Cantuária, Novelli e Tunai, além de "A Dança da Lua", de Ronaldo Bastos e Túlio Mourão, cantada com Ney Matogrosso, o maior sucesso comercial de Eugénia, seu cartão de visitas e até hoje cantada em shows. Até então, diz Eugénia, "eu era uma fofinha em Portugal, a glória, a melhor cantora, todos os prêmios, os Globos de Ouro". A partir do terceiro disco, Eugénia Melo e Castro III (1986), que considera o primeiro bem gravado e bem produzido, por Guto Graça Melo, virou maldita. O problema, avalia, foi ter insistido com o Brasil. Foi destruída. Insinuaram que só conseguia tantas estrelas para seus discos porque tinha casos com elas. Durante um tempo, tudo o que acontecia de errado com brasileiros em Portugal, até mesmo a invasão dos dentistas, era "culpa da Eugénia e seus amiguinhos". O bombardeio foi tanto que Eugénia sucumbiu. Como é seu costume, somatizou e ganhou uns três ou quatro tumores colados na tiróide que, quando foi tirada, levou junto uma corda vocal. Ficou quase oito meses sem falar, se comunicando com a ajuda de papel e caneta. Quando recuperou a voz, tinha como certo que nunca mais poderia cantar. Pois reaprendeu a falar e a cantar, fez enxerto de corda vocal em Chicago e mais um ano de tratamento. Conseguiu se levantar. Dezoito meses depois de Eugénia III, saía Coração Imprevisto, um disco apenas de voz e piano. Pouca gente sabe, mas aquela não era a primeira vez que Eugénia se reerguia.
 
A infância em Covilhã, povoada por Tio Patinhas, Pato Donald, Pateta, seu herói Peninha falando com sotaque brasileiro, foi interrompida pela doença. Aos 16 anos, Eugénia teve de ir para Londres tratar de uma leucemia no sistema linfático. Ficou dois anos internada no Royal Marsden Hospital, em Fullham Road, onde tinha de se enfiar diariamente por três horas dentro de um aparelho de tomografia axial computadorizada (TAC), um dos primeiros do mundo. Para pagar o tratamento, os pais venderam tudo o que tinham (a família era dona dos lanifícios de Covilhã) e ainda tiveram de enfrentar a ressaca do 25 de abril, levante militar de 1974 que derrubou, em um só dia, o regime fascista que vigorava em Portugal desde 1926. Não se podia tirar dinheiro do país. A única companhia de Eugénia era Alberta, a irmã mais velha, já casada na época, que alugou um apartamento ao lado do hospital. Era Alberta quem levava as fitas cassetes com músicas de Milton, Caetano, Chico, Elis, Gal, Tom, Gil, João Giberto e Nara Leão. Perdida, desenganada, tomada por tumores em todos os lados, a garota se agarrou à música brasileira. Não podia morrer, dizia, "porque não vou mais ouvir as músicas novas que ainda não foram compostas". Essa era sua maior aflição. Internada em um quarto com duas camas, a segunda quase sempre ocupada por árabes, Eugénia era a queridinha do hospital. Organizava corridas de cadeira de rodas, aprendeu a falar inglês e, no finalzinho, ainda teve tempo de estudar fotografia e cinema na London Film School. Assim, aprendeu a viver sozinha e a tomar decisões - a principal foi se recusar a tirar o útero. Quando saiu do hospital, queria ter um filho. Aliás, uma filha. E cantar. Foi nessa época que decidiu: "faço primeiro e depois comunico".
 
Quando chegou a Lisboa, com 18 anos, passou a se infiltrar em tudo o que se referia ao meio musical, artístico. Conhecia todo mundo. Chico Buarque ia cantar em Portugal? Lá estava Eugénia envolvida na produção, no camarim. Enxerida, cantava, fazia coro em discos e shows de artistas portugueses. Imaginava-se cantando com o português de Portugal no Brasil. Nunca se imaginou brasileira. "Sou portuga e quero trabalhar com 'eles'", repetia. Deixou de tomar a pílula feita especialmente pelos médicos ingleses, teve Ana Mariana e no dia em que seu marido a proibiu de cantar, enciumado com os shows e tudo mais, colocou uma tranca na porta e se divorciou. Chegou a viver quatro anos com Ronaldo Bastos, mas nunca mais se casou. Alega que, sempre que percebe que sua carreira vai ficar em segundo plano, entra em pânico. "Todos os homens que tentaram me segurar não conseguiram", afirma, completando, meio sem graça, "e eu não falo isso com muito orgulho. É pena".
 
Foi essa menina endurecida que desembarcou no Rio de Janeiro no dia 6 de janeiro de 1981. E que prosseguiu em sua luta fazendo sempre o que quis. Coração Imprevisto, o disco de voz e piano em cuja capa aparece deitada olhando para o teto, que é o que fazia em Londres e o que faz até hoje para relaxar, foi seguido por O Amor É Cego e Vê (1990) e Lisboa Dentro de Mim (1993), cheio de músicas antigas do cancioneiro português dos anos 1950 e 1960. Nada de fado. Eugénia jamais almejou ser fadista. Para ela o fado é uma canção regional de Lisboa que se tornou conhecida por causa de Amália Rodrigues. Segundo ela, a 15 quilômetros da capital ninguém canta fado, embora exista o fado estudantil de Coimbra, cantado por homens, e o fado marialva, de Ribatejo, muito machista, em que a mulher está sempre em segundo lugar. Fado não é alegre, no máximo tem humor. Como são viajantes, os portugueses são melancólicos, embora tenham um lado alegre. Um português parado é um português triste. Um português em movimento é um português alegre. Por isso há quem diga que os "brasileiros são portugueses à solta".
 
Entre os discos que estão sendo lançados figura o Canta Vinicius de Moraes. Eugénia havia prometido a João Araújo, da Som Livre, que lançaria, em Portugal, um disco de sambinhas do poeta. Na verdade, já havia escolhido as letras que Vinicius escreveu em um português coloquial, mais comum em Portugal, "porque tu me disseste, porque tu me chegaste". De fato, o filho do "Poetinha", Pedro Moraes, disse que um dos sonhos do pai era ouvir essas canções cantadas por uma portuguesa que não fosse fadista. O CD Paz marca a estréia de Eugénia compositora de melodias, Desconstrução é um CD duplo que traz composições de Chico Buarque devidamente "eugeneizadas" e PoPortugal traz regravações de sucessos recentes. São músicas de Tozé Brito, GNR, Pedro Ayres Magalhães, do grupo Heróis do Mar, Pedro Abrunhosa, Clã, Jáfumega, Antonio Pinho, Nuno Rodrigues e Pilar. O equivalente no Brasil seria um CD com músicas de Cazuza, Titãs, Paralamas, Marina etc. Anos 1980 em Portugal "pós-25 de abril". Segundo Eugénia, o trabalho foi muito bem recebido. O que não significa que tenha feito as pazes com Portugal. Ainda prefere ser vista como maldita.
 
À vontade, agora dividindo a responsabilidade musical com o paulistano Eduardo Queiroz e sendo acompanhada por músicos brasileiros, Eugénia tem três projetos. Um disco em inglês, a ser gravado em Nova York; um disco de canções infantis acoplado a um best-seller de sua mãe, "Conversas com Versos",  e um projeto secreto, que envolveria essas quase três décadas de relacionamento Brasil-Portugal. Sua maior força vem da família, que, segundo seu pai, é "o triângulo imbatível e o quadrilátero impossível", dada a união entre Eugénia, a mãe, a irmã e a filha. Deixando um flat inflacionado por um apartamento tranqüilo em Higienópolis, ela filosofa: "Agora que cheguei aos 50 anos, agora que percebi que não vou morrer antes da terceira idade, vou ter de aguentar. Envelhecer em Portugal é um desespero, é frio. Se puder optar pelo meu fim, quero me ver perdida aí em uma praia, rindo agarrada a uma garrafa de vinho tinto, com bom tempo, Havaianas nos pés, um short e tal". Na certa, esperando pelas músicas que ainda não foram compostas.
Domingo, 17 de Agosto de 2008

Entrevista à Rádio Jovem Pan

14/08/2008 - A cantora portuguesa Eugénia Melo e Castro lançou, de uma só vez, cinco CDs. Ela afirmou que é uma estratégia nova, adotada somente agora que ela completa 25 anos de carreira, lembrando que a ideia é mostrar os destaques da parceria entre Brasil e Portugal. Um dos álbuns é autoral, enquanto os outros mostram músicas de Chico Buarque, Vinícius de Moraes, o pop português e duetos. Eugénia confirmou que fará show em São Paulo no dia 3 de Setembro, no recém-inaugurado teatro Cosipa Cultura. O show se chama “Palavra do Paulista” e 70% das músicas são baseadas na obra de Rita Lee.

Clique AQUI (precisa ter o RealPlayer instalado para ouvir a entrevista)

Publicado por popogirl às 13:10
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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

Aqui ao lado...

…no blog “Embaixada de Portugal no Brasil":

 

A cantora e compositora portuguesa Eugénia Melo e Castro está no Brasil para comemorar 50 anos de vida e 26 anos de carreira.

 
Ela aproveita para lançar o seu novo trabalho - "Poportugal", e relançar outros três álbuns -"Eugénia Melo e Castro canta Vinícius de Morais", "Descontrução"- com músicas de Chico Buarque e "Paz".
 
"O "Poportugal" foi um disco que eu já queria ter feito há mais tempo. Queria aproveitar a minha presença no Brasil para mostrar um pouco da cultura popular portuguesa", disse Eugénia.
 
Um quinto trabalho - "Duetos X 16" - já está em fase final de produção e deverá ser lançado, em simultâneo, nos mercados brasileiro e português, no final de Setembro.
 
 
Na mesma altura, Eugénia Melo e Castro apresentará um espectáculo em São Paulo, iniciando em seguida uma digressão pelas principais cidades brasileiras, que se deverá prolongar por Outubro e Novembro.
 
O roteiro inclui apresentações no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Curitiba, Brasília e em Belém do Pará.
 
 
Eugénia Melo e Castro recebeu o Prémio Brasil Qualidade 2006, um reconhecimento por ser ela, segundo os organizadores, "quem melhor representa a ligação cultural entre o Brasil e Portugal".
Publicado por popogirl às 00:05
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