Domingo, 27 de Junho de 2010

Revista Máxima - 50 e Fabulosas!

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"Todas elas são exemplos de força, coragem e dinamismo. Mostram ao mundo que não têm medo."

 


“Não perder tempo a cultivar memórias difíceis é uma arte, é um segredo que não se pode esquecer.” Eugénia Melo e Castro fala como canta e a prática leva-a directa ao assunto. “Acho a juventude linda, aprecio a juventude dos outros, mas prefiro muito mais a liberdade que nos sobra, que só ter mais tempo nos dá.” Faz 52 anos em Junho, lançou, ao longo de 30 anos de carreira,  vinte e cinco discos no Brasil, e tem vários projectos em mente. As quase três décadas de meia-residência naquele país fazem com que a vejam como embaixadora de Portugal. Activa, independente e segura, diz que nunca imaginou chegar aos temidos 50. Confessa que ainda se alimenta de inquietações, de começos e recomeços, e que continua a tentar entender o que é isto de aí chegar. “Algumas coisas deixam de ser urgentes e outras passam a ser únicas. Sempre estive atenta ao peso da idade e à sua relação com a sabedoria. No entanto, continuo a pensar com o primeiro instinto básico, que é ser-se infantil e espontâneo.”

São muitas as mulheres que festejaram já o grande 5-0, mas nada de se sentarem ao sofá a tricotar ou a escrever as memórias como se a vida tivesse ficado para trás. Em vez disso, estão em esplêndida forma, de pele tonificada e parecem mais novas a cada dia que passa!
Madonna. Parece que foi ontem que se contorcia no Like a Virgin, mas já passaram 26 anos. A Material Girl fez 51, mas está tão bem que se você pensasse que ela teria metade seria desculpada.
E ela nem sequer é a única: há uma geração inteira de mulheres a chegar ao meio século e rugas… nem vê-las! Acredite-se ou não, passaram 16 anos desde a famosa pose do Instinto Fatal com que Sharon Stone seduziu o mundo. Diz que nunca fez uma plástica e que mantém a forma por não tocar em álcool ou cafeína e fazer Pilates. Holly Hunt teve gémeos com 47 e continua com pele de porcelana. Talvez o segredo seja correr atrás de bebés… Andie Macdowell, a cara L’Oréal, que durante anos nos disse “porque eu mereço”, está magnífica: yoga, imensa água, fruta e vegetais e protector solar todos os dias. Michelle Pfeiffer: há 27 anos contracenou com Al Pacino em Scarface, mas aquelas maçãs de rosto continuam atraentes como sempre. Diz que toma muito bem conta de si, especialmente quando trabalha, que faz esforço por comer bem e praticar exercício.

Mas então o que se passa para estes 50 serem os novos 30? Paula Mateus, directora da Vogue Portugal, também faz parte deste clube. De figura elegante, sente-se bem por pertencer a esta geração de mulheres. “Acho que todas elas são exemplos de força, coragem e dinamismo. Mostram ao mundo que não têm medo e vão em frente com optimismo.” Nunca se tinha preocupado com o facto de atingir 50 anos, mas confessa que, “pouco antes de os completar, comecei a pensar nisso e a sentir-me algo ‘nervosa’. Depois constatei que afinal ‘não doeu’ e, como até os comemorei com uma enorme festa em conjunto com a minha filha, que completava 18 anos três dias depois de mim, senti-me feliz, orgulhosa e tranquila”. E isso vê-se. É um exemplo de como a idade também pode significar beleza, sofisticação e serenidade. “Claro que nos traz sabedoria e segurança. Claro que hoje me sinto mais independente e com direito a só fazer aquilo que faz sentido (nem sempre é viável, bem sabemos). Devo dizer que não sinto a pressão da idade. Provavelmente, poderei, por vezes, ter menos paciência para certas situações ou pessoas, mas considero que ao tentar, cada vez mais, dar apenas importância ao que é realmente importante, acho que isso só nos traz vantagens e se torna um direito adquirido com a idade. Falta-me ter mais tempo de qualidade para mim, para quem eu gosto e precisa de mim.”
De facto, estas mulheres estão tão ou mais activas do que as mais novas. Esta mesma força é retratada por Christiane Collange, mãe de uma família numerosa, que teve tempo para escrever 15 livros dedicados às questões femininas, muitos best-sellers. A Segunda Vida das Mulheres, escrito a partir de 100 entrevistas a mulheres da classe média francesa, revela que acima dos 50 são muito mais activas e corajosas do que se supõe. Na obra, a autora interroga-se sobre ‘Qual é a tragédia em ter 50 anos?’ e mostra como as mulheres vivem em maior serenidade quando livres das pressões do mercado de trabalho e da família.
Filipa Leitão é exemplo desta combinação. As palavras e o tom que usa são típicas de mulher completa. Os 50 deixaram-na “em maior harmonia porque a ansiedade causada por uma grande lista de objectivos a cumprir deixa de ser o tema principal”. Nada melhor para esta ex-modelo de físico ainda gracioso do que estar sentada à mesa rodeada de amigos com bons petiscos e boas gargalhadas! Olhando para trás, “teria tido mais um filho e teria aceite um convite, feito há muitos anos, para fazer um teste de voz, quem sabe hoje seria uma rock star!” Mas nada vem ao acaso. “Todo o caminho percorrido até aqui vai-nos ensinando a olhar a vida com outros olhos: é a tal sabedoria da idade, e isso faz com que os nossos dias sejam preenchidos com o que realmente é importante para cada um.” Para Filipa é ler, viajar e “não deixar esvaziar o espírito”. Emana energia positiva e gosta de partilhá-la. “Acho que o Homem deveria aproveitar a lição que nos está a ser dada nestes tempos conturbados, e agarrar a oportunidade para pormos em ordem os nossos valores e dar mais importância às pessoas do que às coisas. Parece um pouco utópico, mas vale a pena tentar.”

É sabido que a fronteira dos 50 abre um ciclo de alterações fisiológicas. Aparece a palavra menopausa, o último período menstrual da mulher que ocorre tipicamente por volta dos 51 anos. E esta fase é comummente descrita como uma mudança de vida. Para umas, não será fácil, mas a maioria adapta-se sem problemas, há quem festeje a nova liberdade – acaba o ‘fardo’ mensal e o medo de uma gravidez indesejada. Mas a mudança de ciclo também é profissional, familiar, e com o aumento da esperança de vida, é também o início de uma nova existência. No tempo das mães, ter 50 era sinónimo de velhice.
Hoje parece absurdo pensar-se assim. “Muita coisa mudou. No meu caso, a maneira de estar, de ver a vida e de a viver é diferente. A preparação para a vida que hoje temos de enfrentar, tanto a nível pessoal como profissional, faz-nos guerreiras e lutadoras, dando muita força interior”, comenta Sarah Stilwell, que, aos 52, continua exuberante e com um corpo de fazer inveja. A relações-públicas diz que sente “orgulho em chegar a esta idade tão bem como me sinto”. Não tem segredos especiais, mas faz questão de ter uma alimentação saudável, de beber muita água, não descura as idas regulares ao ginásio – pratica Pilates e ginástica localizada, anda a pé, medita, sonha, ri, dança, canta e tenta tudo para estar sempre positiva! Se desse conselhos, dizia a todas as mulheres para “gostarem delas próprias, cuidarem de si física e mentalmente, olharem para dentro delas e explorarem o mundo espiritual que existe dentro de cada uma… e acreditar muito no amor! Nada de carregar pesos: culpas e situações mal resolvidas. E, claro, nunca perder o lado criança que existe dentro de nós”. Uma questão de atitude? “É o essencial para a saúde e bem-estar interior.” Todas concordam. “Umas boas gargalhadas e sentido de humor ajudam bastante a manter ‘tudo em cima’”, diz Paula Mateus. Para Filipa Leitão, o importante não é a idade, mas “manter-se activa e desempoeirada mentalmente”. Eugénia Melo e Castro diz que “se uma mulher for interessante e tiver senso de humor, e, sobretudo, se viver plenamente cada decisão, cada passo, cada conquista, cada perda, cada acerto e cada erro, cada felicidade ou infelicidade, aí vai ser sempre linda, o olhar de tranquilidade falará mais alto. Cada ruga tem uma história. Não pode é haver desleixo, nem da alma nem do corpo. Ninguém se pode abandonar”.
Sejam os genes, sejam os sorrisos, sejam as idas ao ginásio ou os cuidados com a alimentação, o facto é que estas mulheres, todas, estão lindas e, não fosse este artigo, não se saberia que tinham chegado e ultrapassado os 50. Em suma, uma atitude de paz com elas e com o que as rodeia parece ser o elixir da juventude. E nem de propósito, porque o famoso símbolo da paz também já completou 50 anos…
Publicado por popogirl às 04:19
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